Mas quem somos nós para não perdoar? Quantas vezes não erramos? Quantas vezes não lutamos contra nossos sentimentos mais íntimos?
Brigamos diariamente com nosso intimo, tentando ser autônomos nas nossas atitudes, tentando agir de forma independente, deixar de sentir menos e pensar mais é a grande incógnita da vida. Sei que relacionamentos se constroem com base na verdade, mas quem de nós seres imperfeitos conseguimos ser sempre 100% verdadeiro? A verdade é absoluta, ou existem meias verdades?
É sempre fácil julgar quando que cometeu o erro foi o nosso próximo. Mas devemos nos perguntar:
Em todas as ocasiões da minha vida sempre digo que penso? Falo sem receio de ferir o próximo apenas para mostrar que a minha opinião é a melhor opção? Quantas vezes deixei de omitir algo a fim de não deixar triste alguém que amamos?
Agora pare e pense um pouco comigo.
Se já é tão difícil definir e julgar nossos próprios sentimentos, será que somos capazes de julgar as motivações daqueles a nossa volta? Aprendi na bíblia que devemos perdoar quantas vezes forem necessário. 7 vezes…77 vezes…777 vezes e assim vai. Lá também aprendi que não existe pecado imperdoável, desde que haja verdadeiro arrependimento.
Tem uma ilustração que me falaram uma vez e que até hoje não esqueci.
- Pegue uma folha branca e no cetro dessa folha faça um pequeno ponto preto. Em seguida mostre para varias pessoas e pergunte o que ela consegue perceber. É até irônico, mas fiz isso com outras pessoas, depois de terem feito comigo. O resultado é que todos repararam no ponto preto…um pequeno ponto em uma folha branca.
O que isso mostra? Podemos nos depara com uma pessoa como o branco de uma folha cheia de qualidades, mas nossa tendência é sempre observar os defeitos ‘ aquele pequeno ponto preto”. Por isso precisamos sempre nos policiar. Até quando vai minha capacidade de perdoar? Será que consigo ver alem dos erros?
Perdoar é uma virtude dos fortes. Merecer o perdão…é direito que se consegue com arrependimento.
Grande abraço
Geane Ladeia
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